Última atualização: 29/10/2026. A Lei Complementar estadual nº 812, de 4 de agosto de 2026, dispõe sobre a reestruturação das carreiras da Controladoria-Geral do Estado. É o movimento mais concreto do órgão em anos — mas ainda não há edital, banca nem comissão.
Uma nota de nomenclatura útil: a sigla oficial do órgão é CONTROL, e é assim que ele aparece nas leis e nos editais. "CGE-RN" é o apelido que acabou pegando entre os concurseiros.
O que sustenta a expectativa
Três fatos se somam, e é a soma que importa:
| Data | Fato |
|---|---|
| 06/08/2025 | LDO de 2026 cita a CONTROL entre os órgãos com concurso previsto |
| Março de 2025 | Validade do concurso de 2018 se encerra, deixando o órgão sem lista de aprovados |
| 04/08/2026 | Lei Complementar nº 812 reestrutura as carreiras |
Ou seja: há previsão orçamentária, há lei nova organizando as carreiras e não há cadastro de reserva para aproveitar. O passo que falta é a constituição da comissão organizadora, que até agora não foi publicada.
Qualquer cronograma que você encontrar por aí — edital em meados de 2026, provas no segundo semestre, nomeações em 2027 — é estimativa sem respaldo, não calendário oficial.
Cargos previstos na lei
A reestruturação fixa 46 cargos efetivos, distribuídos em três níveis:
| Cargo | Nível | Cargos |
|---|---|---|
| Assistente de Controle Interno | Médio | 22 |
| Analista de Controle Interno | Superior, qualquer área | 19 |
| Auxiliar Operacional de Controle Interno | Fundamental | 5 |
Atenção a uma distinção que gera confusão: 46 é o quadro de cargos da lei, não o número de vagas de um futuro edital. Parte desses cargos já está ocupada.
Vale ainda registrar uma divergência: circula a afirmação de que uma lei de 2024 teria criado a carreira de "Auditor de Finanças e Controle" no estado. Isso não é compatível com os cargos da Lei Complementar nº 812/2026, e não encontramos confirmação oficial — por isso não tratamos essa informação como fato.
Remuneração
| Cargo | Vencimento básico |
|---|---|
| Analista de Controle Interno | R$ 5.369,52 |
| Assistente de Controle Interno | R$ 3.221,71 |
| Auxiliar Operacional de Controle Interno | R$ 2.147,81 |
Sobre o básico incide Gratificação de Desempenho de R$ 1.200,00, o que coloca a entrada do nível superior em torno de R$ 6,5 mil, com topo da tabela perto de R$ 11,9 mil. São valores divulgados em análises da lei, e há divergência sobre qual norma os fixa — confirmação definitiva só virá no edital.
É uma das remunerações mais modestas do controle interno estadual, e isso faz parte do cálculo de quem decide onde investir tempo de estudo.
Como foi o concurso de 2018
O último certame, pelo IBFC, ofereceu 53 vagas de nível superior e nomeou todas as 53 — aproveitamento integral:
| Cargo | Vagas | Nomeados |
|---|---|---|
| Analista Contábil (Ciências Contábeis com CRC) | 30 | 31 |
| Técnico de Controle Interno (superior em qualquer área) | 23 | 22 |
A remuneração na época era de R$ 4.295,63, somando vencimento e gratificação. Houve 4.879 inscrições, com objetiva em janeiro e discursiva em fevereiro de 2019, ambas em Natal.
A estrutura foi uma objetiva de 80 questões com quatro alternativas, assim distribuída: Conhecimentos Específicos 45, Língua Portuguesa 10, Matemática 10, Noções de Direito 10 e Geografia do Brasil e do RN 5. Mais discursiva de até 50 pontos e avaliação de títulos.
O recado é direto: os específicos valeram 45 das 80 questões, mais que todas as outras disciplinas somadas.
Como se preparar agora
Este é um dos poucos órgãos de controle interno com lei nova, previsão orçamentária e nenhuma lista válida — a combinação que antecede edital. Vale começar a montar a base, com a ressalva de que não há data.
Como os nomes dos cargos mudaram com a lei de 2026, o conteúdo programático provavelmente será outro, e qualquer lista de disciplinas que circule agora é especulação. O que é seguro estudar é o núcleo que não muda: contabilidade pública, controle interno, auditoria governamental, AFO e direito administrativo.
Esse mesmo conjunto atende o concurso da CGU, que tem prova marcada — estudar pelo que já existe e aproveitar no Rio Grande do Norte depois é a ordem mais segura.
Perguntas frequentes sobre o concurso CGE-RN
Tem concurso da CGE-RN aberto ou autorizado?
Não. Há lei nova de reestruturação das carreiras e previsão na LDO, mas não existe edital, banca nem comissão organizadora publicada.
Qual é a sigla oficial do órgão?
CONTROL. É assim que a Controladoria-Geral do Rio Grande do Norte aparece nas leis e nos editais — "CGE-RN" é apenas o apelido mais usado nas buscas.
O que muda com a Lei Complementar nº 812/2026?
Ela reestrutura as carreiras da controladoria e fixa 46 cargos efetivos: 22 de Assistente de Controle Interno (nível médio), 19 de Analista de Controle Interno (superior em qualquer área) e 5 de Auxiliar Operacional de Controle Interno (nível fundamental).
Os 46 cargos serão as vagas do próximo edital?
Não. Quarenta e seis é o quadro de cargos previsto na lei, e parte dele já está ocupada. O número de vagas só será conhecido quando o edital sair.
Quanto ganha o Analista de Controle Interno?
O vencimento básico é de R$ 5.369,52 e, com a Gratificação de Desempenho de R$ 1.200,00, a entrada fica em torno de R$ 6,5 mil, com topo de tabela perto de R$ 11,9 mil. A confirmação definitiva só virá no edital.
O concurso de 2018 ainda tem lista válida?
Não. A validade se encerrou em março de 2025, e o órgão está sem cadastro de aprovados para aproveitar.
Como foi o concurso de 2018?
Pelo IBFC, com 53 vagas de nível superior (30 de Analista Contábil e 23 de Técnico de Controle Interno) e 53 nomeações — aproveitamento integral. Houve 4.879 inscrições, com objetiva em janeiro e discursiva em fevereiro de 2019, em Natal.
Como era a prova do último certame?
Objetiva de 80 questões com quatro alternativas: 45 de Conhecimentos Específicos, 10 de Língua Portuguesa, 10 de Matemática, 10 de Noções de Direito e 5 de Geografia do Brasil e do RN, mais discursiva de até 50 pontos e avaliação de títulos.
O que estudar agora, sem edital?
Como os nomes dos cargos mudaram em 2026, o conteúdo programático tende a ser outro. O que é seguro é o núcleo que não muda: contabilidade pública, controle interno, auditoria governamental, AFO e direito administrativo.
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