Última atualização: 29/10/2026. A segunda turma de aprovados do concurso da CGE-SP tomou posse em 9 de outubro de 2026. O certame está homologado desde maio e vale até maio de 2028.
O concurso da CGE-SP (Controladoria-Geral do Estado de São Paulo) foi o primeiro da história do órgão — e isso não é figura de linguagem: até 2024, a auditoria do Executivo paulista não tinha carreira própria de auditor de controle interno.
Como a carreira nasceu
| Data | Fato |
|---|---|
| 21/10/2021 | Lei Complementar nº 1.361 cria a Controladoria-Geral do Estado |
| 27/12/2024 | Lei Complementar nº 1.419 institui a carreira de Auditor Estadual de Controle e cria 350 cargos efetivos |
| 07/07/2025 | FGV oficializada como banca |
| 03/09/2025 | Publicação do Edital nº 03/2025, com 200 vagas |
É um caso raro: a lei criou os cargos do zero e o concurso veio menos de um ano depois.
Situação atual
| Data | Etapa |
|---|---|
| 14/12/2025 | Provas objetiva e discursiva, em São Paulo |
| 06/03/2026 | Resultado definitivo da objetiva |
| 07/04/2026 | Resultado definitivo da discursiva |
| 14/05/2026 | Homologação do resultado final |
| 01/07/2026 | Primeira posse |
| 10/09/2026 | Nomeação da segunda turma, no Diário Oficial |
| 09/10/2026 | Segunda cerimônia de posse |
O dado que mais importa para quem pensa no futuro: a lei criou 350 cargos e o edital ofertou 200. Restam, portanto, 150 cargos vagos previstos em lei — já autorizados, sem precisar de nova lei para existirem. É o melhor indicativo de um segundo edital em controle interno no país, ainda que nenhum anúncio exista.
Cargos e vagas
As 200 vagas foram de Auditor Estadual de Controle I, exigindo nível superior em qualquer área, inclusive curso de tecnólogo:
| Área | Vagas |
|---|---|
| Auditoria | 70 |
| Tecnologia da Informação | 60 |
| Correíção e Combate à Corrupção | 50 |
| Obras e Concessões | 10 |
| Contabilidade Pública e Finanças | 10 |
Chama atenção o peso de Tecnologia da Informação, com 60 vagas, e de Correíção, com 50 — um desenho que privilegia perfis que não são os tradicionais de contabilidade.
Remuneração
| Posição | Subsídio |
|---|---|
| Início (Nível I, Categoria 1) | R$ 17.850,00 |
| Topo (Nível IV, Categoria 4) | R$ 27.809,72 |
É subsídio em parcela única, para jornada de 40 horas, sem gratificações somadas. Além dele, há 13º, férias e Bonificação por Resultados. O estágio probatório é de três anos.
Como foram as provas
O formato foi pesado: objetiva e discursiva no mesmo dia, em dois turnos.
| Turno | Prova |
|---|---|
| Manhã (8h às 12h30) | Módulo I: 60 questões comuns, mais uma questão discursiva |
| Tarde (15h30 às 20h) | Módulo II: 60 questões da especialidade, mais uma questão discursiva |
No total, 120 questões objetivas, exigindo mínimo de 50% em cada módulo — não dá para compensar um módulo fraco com o outro. A discursiva somou 120 pontos em duas questões de 30 a 60 linhas cada, exigindo 60 pontos no conjunto.
O Módulo I trouxe Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Fundamentos de Auditoria Governamental, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Pública e Políticas Públicas e, por fim, a legislação da própria CGE-SP e mecanismos de integridade.
Dois pontos merecem destaque para quem vai estudar: inglês foi cobrado de todos os candidatos, o que não é comum em controladorias estaduais; e integridade entrou como disciplina, refletindo o foco do órgão em prevenção e combate à corrupção.
Como se preparar agora
Esta é a aposta mais concreta do controle interno no país: 150 cargos já criados por lei e não providos, numa carreira que acabou de nascer e num estado com capacidade de pagar R$ 17,8 mil de entrada.
Se o formato se repetir, o caminho é claro. O Módulo I é metade da prova e cai para todo mundo: Auditoria Governamental, Direito Constitucional e Administrativo, Administração Pública e Políticas Públicas, mais Português e inglês. É por aí que se começa, e vale antes de decidir qual especialidade escolher.
A exigência de 50% em cada módulo tem uma consequência prática: quem vem de formação técnica forte mas trata as básicas com descaso é eliminado, e vice-versa.
Esse mesmo núcleo atende o concurso da CGU, que tem prova marcada, o que permite estudar com retorno garantido enquanto São Paulo não anuncia o segundo edital.
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Perguntas frequentes sobre o concurso CGE-SP
Vai ter novo concurso da CGE-SP?
Não há anúncio. Mas, dos 350 cargos criados por lei, 150 seguem vagos e já autorizados — o que faz da CGE-SP a aposta mais concreta do controle interno no país.
Até quando vale o concurso atual?
Está homologado desde 14 de maio de 2026 e vale até maio de 2028.
Quantas vagas o edital ofertou?
Duzentas, de Auditor Estadual de Controle I: Auditoria (70), Tecnologia da Informação (60), Correíção e Combate à Corrupção (50), Obras e Concessões (10) e Contabilidade Pública e Finanças (10).
Qual é o subsídio do Auditor Estadual de Controle?
R$ 17.850,00 no início (Nível I, Categoria 1) e R$ 27.809,72 no topo da carreira, em parcela única e jornada de 40 horas, mais 13º, férias e Bonificação por Resultados.
Qual é a escolaridade exigida?
Nível superior em qualquer área, inclusive curso de tecnólogo.
Como foram as provas?
Objetiva e discursiva no mesmo dia, em dois turnos: 60 questões comuns e uma discursiva pela manhã, 60 questões da especialidade e outra discursiva à tarde. São 120 questões objetivas, com mínimo de 50% em cada módulo.
Cai inglês na prova?
Sim. Língua Inglesa foi cobrada de todos os candidatos no Módulo I, algo incomum em controladorias estaduais.
Desde quando a carreira existe?
A Controladoria-Geral do Estado foi criada em 2021, e a carreira de Auditor Estadual de Controle só foi instituída pela Lei Complementar nº 1.419, de 27 de dezembro de 2024, que criou 350 cargos efetivos.
















